A política econômica do primeiro ano de governo Collor fez com que as empresas brasileiras tivessem em 1990 um dos piores resultados de sua história. Segundo levantamentos de consultorias privadas, 12 de 19 setores analisados tiveram prejuízos. O lucro das empresas caiu 57%, em média. A rentabilidade média de 2% sobre o patrimônio foi a menor desde que o estudo é feito. Em 1989, foi de 10,1%, 98 das 222 empresas pesquisadas apontaram prejuízo. Para o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, o Plano Collor provocou uma recessão "violenta". Ele erpera agora um gradual descongelamento de preços com a gestão do novo ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira (FSP).