A dívida do setor sucro-alcooleiro com a Receita Federal soma Cr$61 bilhões. Os outros Cr$250 bilhões se referem aos débitos com o Banco do Brasil e Tesouro Nacional, avalista nos empréstimos feitos através do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool). As informações foram confirmadas ontem pelo diretor da Receita Federal, delegado Romeu Tuma, em depoimento na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados que estuda a dívida dos usineiros, que chega a Cr$311 bilhões. Segundo Romeu Tuma, a Receita Federal admite parcelar a dívida dos usineiros em 60 meses, de forma escalonada, abatendo o crédito de Cr$20 bilhões referentes a incentivos fiscais que o setor tem direito. A Receita, disse Tuma, não está disposta a dar anistia para as multas, juros de mora e honorários advocatícios, conforme foi solicitado pelo setor, mas aceita a transformação da multa de ofício em multa espontânea, fixada em 20% para todos os usineiros (GM).