O presidente Fernando Collor decidiu que, por enquanto, terá participação discreta na campanha parlamentarista que começará nos próximos dias. Mas deixará claro que ela conta com sua simpatia e aquiescência e vai liberar os auxiliares que quiserem participar e subir em palanques. Na avaliação do governo, feita em conversas do presidente com parlamentares a ele ligados, a campanha pelo Parlamentarismo tem todas as chances de se sair vitoriosa se o plebiscito marcado para 1993 for antecipado para o ano que vem. Caso contrário, porém, tenderia a fracassar, pois, nas vésperas da eleição presidencial de 1994, candidatos como Orestes Quércia e Leonel Brizola teriam mais poder de fogo para influenciar o eleitor a favor do presidencialismo (O Globo).