O presidente interino da Fundação Recanto (entidade estadual de amparo ao menor abandonado do Rio de Janeiro), major Heleno Barbosa, constatou ontem a existência de quartos que, segundo ele, funcionavam como cárcere privado no educandário Alberto Augusto Cavalcante de Gusmão, pertencente à entidade, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). O educandário abriga 94 crianças e adolescentes-- todas do sexo feminino-- de seis a 18 anos. Funciona como internato e centro de triagem de menores de rua. Lá existem três quartos com portas de aço e janelas com grades de concreto que, segundo o major, funcionavam como locais de "castigo". O educandário está em precárias condições de higiene, as meninas não recebem qualquer tipo de instrução e não têm assistência médica, embora várias delas sejam excepcionais. O major Heleno Barbosa apresentou queixa na 54a. Delegacia de Polícia e demitiu, ontem mesmo, a diretora da instituição, Lúcia de Mello Alcântara de Souza, que estava no cargo há quatro meses (FSP) (O Dia).