SEM-TERRA OCUPAM O INCRA EM SÃO PAULO

Cerca de 500 trabalhadores sem-terra ocuparam ontem a sede do INCRA de São Paulo para exigir a liberação de Cr$394,6 milhões em recursos já aprovados pelo órgão. Os trabalhadores rurais, que representavam 2.631 famílias assentadas no estado, exigiam a liberação do dinheiro para o custeio de plantações e investimentos em máquinas agrícolas. Um acordo entre os sem-terra e o superintendente regional do INCRA, Paulo Guilherme de Almeida, garantiu a desocupação do prédio. O INCRA se comprometeu a agilizar a liberação dos recursos por meio do Banco do Brasil, conforme já previa o Procera (Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária). A liberação é feita mediante a apresentação ao banco de "um projeto" de cada família. Almeida disse que "é um projeto simples, que especifica o que se precisa para trabalhar a terra". O Procera prevê um crédito de Cr$150 mil para cada família. O acordo entre os sem-terra e o INCRA elevou o teto desse crédito a até Cr$939 mil, desde que o projeto justifique esse valor. Também em Curitiba (PR), cerca de 200 agricultores sem-terra ocuparam a sede do INCRA. Eles exigiam a liberação de recursos às famílias assentadas e a imediata desapropriação das áreas ocupadas (FSP) (JB).