O comunicado divulgado ontem pelo Grupo dos 7-- que reúne os ministros da área econômica dos principais países industrializados, também os maiores acionistas do FMI (Fundo Monetário Internacional)-- responde em parte as dúvidas da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, sobre com quem o Brasil deverá conversar primeiro. Numa linguagem burocrática, por vezes complicada, o comunicado sugere a seguinte receita para um país com o perfil brasileiro: que ele passe primeiro no FMI e depois vá aos bancos privados internacionais. Os ministros encorajam os países em desenvolvimento a perseguirem suas
37697 reformas orientadas pela economia de mercado, diz o comunicado. ""Há que se lembrar da importância, neste processo, do ativo apoio do FMI e do Banco Mundial, através da determinação de condições e financiamento". Os ministros também reafirmaram seu comprometimento com o aumento das quotas do FMI ao final do ano, revela o documento, assinado pelos ministros dos EUA, França, Grã-Bretanha, Japão, Itália, Canadá e Alemanha (JB).