FIGUEIREDO DIZ SUSPEITAR TAMBÉM DE CIVIS NO CASO RIOCENTRO

Após manifestar sua convicção de que militares sdriam os responsáveis pelo atentado a bomba no Riocentro-- que amanhã completa 10 anos-- o ex- presidente general João Baptista Figueiredo disse ontem que o episódio pode também "ter sido obra de civis que estivessem trabalhando contra a esquerda". Figueiredo reiterou sua opinião de que o IPM (Inquérito Policial Militar) sobre o caso "não apurou os culpados". Ele garantiu que não havia membros do SNI (Serviço Nacional de Informações) envolvidos no atentado. A viúva do sargento Guilherme do Rosário, Suely, continua achando que seu marido foi vítima de um atentado: "O Figueiredo tem o direito de dizer o que pensa, e eu o de acreditar no que quiser". O advogado Marcelo Cerqueira disse que a reabertura do IPM pode ser determinada pelo presidente da República ou pelos ministros do Exército e da Justiça, pelo procurador-geral da Justiça Militar, pelo procurador-geral da República e pelo diretor da Polícia Federal (O Globo).