Seis anos depois de deixar o governo, o ex-presidente general João Batista de Figueiredo volta à cena para contestar a história oficial do Caso Riocentro, que no próximo dia 30 completa 10 anos. Por telefone, Figueiredo expôs sua convicção de que o atentado foi mesmo obra dos militares apontados como vítimas no IPM arquivado pelo Superior Tribunal Militar (STM). "A única pessoa que pode dizer alguma coisa é o capitão Wilson, que não vai abrir a boca se incriminando", afirma. O ex-ministro do STM Júlio de Sá Bierrenbach, que votou contra o arquivamento do inquérito, concorda com o ex-presidente: "Não houve rigor no IPM", diz. Bierrenbach acha que a única chance de o IPM ser reaberto é o capitão Wilson abrir o bico e contar porque fez aquilo ou quem deu
37677 ordens para ele fazer. Desde o atentado, Wilson Luís Chaves Machado foi promovido duas vezes. Passou a major e, no ano passado, a tenente-coronel. Hoje também é professor no Colégio Militar de Brasília (O Globo).