O Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa 170 dos maiores bancos privados do mundo, criticou duramente o Brasil e outros países que têm atrasado o pagamento de suas dívidas externas e apelou ao BIRD (Banco Mundial), ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e às instituições bancárias privadas para que não concedam mais créditos aos países que não paguem seus débitos. Horst Schulmann, diregor-gerante do IIF-- cujos comunicados costumam expressar as posições dos grandes bancos privados mundiais-- divulgou ontem um relatório mostrando o rápido crescimento das dívidas em atraso nos últimos seis anos, que passaram de um total de US$1,5 bilhão em 1985 para quase US$27 bilhões em março último. Numa carta enviada ao BIRD e ao FMI-- que hoje começam sua reunião anual de primavera (no Hemisfério Norte)-- e também aos ministros da Economia de 155 países-membros das duas institições, Schulmann adverte que os anos 90 serão uma década de dura escassez de capital global e que a América Latina, em especial, deve se preparar para conviver com a falta de créditos (O Globo).