BRASIL VAI REMETER MAIS DINHEIRO DO QUE RECEBE DO BIRD ATÉ 92

Até 1992 o Brasil continuará fazendo pesadas transferências líquidas de recursos para o BIRD (Banco Mundial), em patamares semelhantes ao que ocorreu em 1990, quando o país recebeu desembolsos de apenas US$782 milhões e pagou, a título de juros, US$711 milhões, US$1,25 bilhão em amortizações mais US$13 milhões de taxas de compromissos por recursos contratados e não-utilizados, perfazendo, assim, uma transferência líquida de US$1,2 bilhão. A missão do BIRD, que esteve em Brasília e no Rio de Janeiro ao longo da semana que passou, não conseguiu resolver essa situação na montagem da carteira de empréstimos para o exercício fiscal de 1992, que será aprovada em junho próximo. Não foi possível, nem mesmo, definir a inclusão de mais alguns projetos para o exercício fiscal de 1991, que se encerra no final deste semestre. Até agora, garantidos, só existem projetos equivalentes a US$450 milhões. São dois empréstimos: um de US$300 milhões para o BNDES e outro de US$150 milhões para o programa de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico. Outros dois projetos estão em processo de negociação ainda para este exercício fiscal: US$260 milhões para a construção de polidutos da PETROBRÁS e US$345 milhões para um programa de inovação do ensino básico em São Paulo. Ainda assim, o nível de contratação para 1991 ficaria abaixo de US$1 bilhão, mais especificamente, US$955 milhões, para pagamentos próximos a US$2 bilhões somente ao BIRD (GM).