A garantia de que o nível mínimo de reservas internacionais será preservado com o pagamento do acordo dos atrasados neste ano foi o principal ponto levantado ontem pelos senadores que questionaram o presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, e o negociador oficial da dívida externa, embaixador Jório Dauster, na comissão de economia do Senado Federal. Da avaliação da comissão depende o encaminhamento ou não dos termos do acordo para o plenário do Senado Federal, cuja aprovação é básica para a validade do entendimento de princípio negociado com os bancos credores. O governo prevê neste ano, até dezembro, o desembolso de US$3,2 bilhões em juros aos bancos credores privados, sendo US$2 bilhões de pagamentos acertados no acordo dos atrasados e mais US$1,2 bilhão referente aos 30% de juros do setor público, vencido a partir de janeiro. O presidente do BC disse que só as reservas acumuladas em 1990, de US$8,7 bilhões, garantem o cumprimento do acordo e os gastos com importações durante quatro meses-- o equivalente a US$6,8 bilhões-- como determina a Resolução 82/90 do Senado (GM) (O Globo).