O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, criticou ontem, em São Paulo, o projeto de lei de reajuste do salário- mínimo enviado pelo governo ao Congresso Nacional. Segundo ele, a proposta fará com que os trabalhadores que recebem salário-mínimo levem pelo
37391 menos mais dois anos para receber o que ganhavam quando o presidente Collor
37391 tomou posse. Para o presidente da CUT, ""ou o governo deixa de uma vez por todas de falar em livre negociação ou pára de fixar regras que prejudiquem os assalariados". O projeto do governo também foi criticado pelos líderes partidários no Congresso. "A política é desastrosa", comentou o líder do PMDB, deputado Genebaldo Correia (BA). "A política salarial do governo está defasada", disse o líder do PDS, deputado Victor Faccioni (RS). O líder do PTB, deputado Gastone Righi (SP), reclamou da "redução dramática" dos aumentos reais concedidos ao salário-mínimo". Para o líder do PT, deputado José Genoíno (SP), Isso é uma vergonha. É um salário miserável". O líder do PDT, deputado Vivaldo Barbosa (RJ), afirmou que "o projeto é mais um arrocho do governo" (JC) (JB).