VICENTINHO DIZ QUE SALÁRIO SUSPENSO CAUSARÁ VIOLÊNCIA

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema (SP), Vicente Paulo da Silva, disse ontem que se os empresários cuumprirem a ameaça de suspender os salários dos não-grevistas haverá quebra-quebra nas fábricas, como aconteceu no ano passado na Ford. A ameaça foi feita anteontem pelo vice-presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Adelar Scheuer. Com a suspensão dos pagamentos dos funcionários não-grevistas as empresas pretendem enfrentar a estratégia adotada este ano pelos metalúrgicos, que paralisam apenas os setores estratégicos das grandes empresas, capazes de interromper toda a cadeia produtiva. Na Mercedes-Benz, por exemplo, onde a greve é feita por apenas 90 trabalhadores, as linhas de montagem já estão paradas. O segundo dia de greve geral dos metalúrgicos do ABCD paulista impediu o trabalho em 66 empresas e envolveu cerca de 70 mil trabalhadores-- 37% da base da categoria na região, que é de 186.700 metalúrgicos. Em Campinas, a greve dos metalúrgicos atinge nove empresas. Do total de 65 mil trabalhadores, 4,9 mil (7,5%) estão parados (O ESP) (JC).