A estratégia comercial do Brasil no Oriente Médio tem um alvo definido: o Irã, país com cerca de 50 milhões de habitantes e renda per capita acima de US$4 mil, quase o dobro da brasileira. "Vamos ampliar a parceria com o maior país da região. O Irã passa a ser para nós o grande parceiro", disse ontem, em São Paulo, o embaixador Marcos Azambuja, secretário-geral de Política Externa do Itamaraty. O Oriente Médio participa apenas com 3,43% na pauta de exportações do Brasil. A tendência, porém, é de crescimento. As exportações para o mercado iraniano, por exemplo, saíram de um patamar de US$200 milhões, em 1985, para um total de US$425,5 milhões no ano passado. As importações, que em 1985 somaram US$99,2 milhões, alcançaram US$321,1 milhões no ano passado (GM).