METALÚRGICOS MANTÊM GREVE NO ABCD PAULISTA

As entidades sindicais da região do ABCD paulista decidiram manter a recusa à proposta salarial da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e prosseguir o movimento grevista. Segundo os sindicatos, em São Bernardo do Campo e Diadema 33 mil metalúrgicos aderiam ontem à greve por melhores salários. No primeiro dia de paralisação, cerca de 56 empresas, com um total de 67 mil trabalhadores, aderiram ao movimento. Os cerca de 500 mil metalúrgicos dos sindicatos de São Paullo, Osasco e Guarulhos (ligados à Força Sindical), com data-base em novembro, aceitaram ontem a proposta de reajuste salarial da FIESP. A proposta prevê um aumento de 25,64% sobre os salários de março (62,5% sobre novembro, descontada a conversão do Plano Collor II), mais 15% em maio e 10% em junho-- todos a título de antecipação. A FIESP decidiu não negociar mais com os metalúrgicos do interior e da região do ABCD, ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), que têm data-base em abril. Para estes, a proposta prevê reajuste de 20% sobre março, 15% em maio e mais 10% em junho. Os cerca de 400 mil metalúrgicos reivindicam reposição de 216% sobre o salário de março de 1990 (FSP) (O ESP).