O ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, disse ontem que a privatização do crédito agrícola deve ser feita de maneira gradual, mas o sistema oficial de financiamento tem que ser mantido para pequenos e médios produtores. "O crédito é um instrumento de política agrícola", disse. "Se o governo parar de financiar, ninguém mais vai plantar arroz e feijão e em breve teremos de importar os alimentos que compõem a cesta básica", justificou. O ministro informou ainda que o governo baixará um conjunto de medidas que tem como objetivo desregulamentar a tomada de financiamentos rurais. Serão eliminadas várias exigências feitas pelos bancos aos produtores rurais, inclusive uma que obriga os tomadores dos empréstimos a repassar 2% dos valores liberados pelos bancos aos escritórios de assistência técnica. O ministro disse que reconhece a importância da assistência técnica, mas entende que esse mecanismo, de forma compulsória, é desnecessário (O ESP) (JC).