METALÚRGICOS REJEITAM PROPOSTA DA FIESP

Os metalúrgicos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e à Federação dos Metalúrgicos, com data-base em abril, rejeitaram ontem a nova proposta de reajuste salarial feita pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e prometem greve a partir do próximo dia 15. Além dos 20% sobre o salário de março proposto no meio da semana, os empresários do Grupo 19 da FIESP ofereceram mais 15% em maio e 10% em junho. No total, a indústria aumentaria em 90% o salário de novembro passado, ou 52% acima do índice médio pago na conversão do Plano Collor II, que foi de 25%. Os metalúrgicos receberiam o reajuste total nos rendimentos de junho. A categoria reivindica, no entanto, reajuste de 216%. Segundo cálculos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), no mês de junho haveria uma diferença de 40% entre as propostas dos trabalhadores e dos empresários caso a inflação fosse de 10% em abril e maio. Os cerca de 500 mil metalúrgicos da Força Sindical, com data-base em novembro, também rejeitaram a proposta de antecipação do Grupo 19 da FIESP. O aumento oferecido foi de 62,5% sobre novembro, o que representa 25,64% no salário de março-- descontados os 19,29% obtidos com a conversão pela média feita no Plano Collor II-- e mais 15% em maio, também a título de antecipação. Cerca de 65% dos trabalhadores só receberam a conversão (FSP) (O ESP).