ZÉLIA DESCARTA LIBERDADE PARA OS PREÇOS

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, disse ontem, em Brasília, que está fora de cogitação acabar com o controle de preços decretado com o Plano Collor II. "O controle veio para ficar. Os empresários mostraram no ano passado que não souberam se comportar bem com a liberdade total". Para a ministra, não há congelamento, já que vários produtos foram reajustados. Indagada sobre quando viria a liberdade de preços, ela disse: A meta é a estabilidade. Vamos soltar os preços quando ela for atingida. O governo quer criar câmaras setoriais de flexibilização de preços. A ministra Zélia afirmou ainda que não aceitará metas inflacionárias formuladas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) que sejam incompatíveis com a realidade econômica do Brasil. "Não adianta propor para o Brasil metas de inflação semelhantes às observadas nos países desenvolvidos. Nem a médio ou longo prazo a inflação brasileira vai chegar a 4% ao ano. O FMI quer que o país se comprometa com metas de redução drástica da inflação, mas o governo brasileiro não vai assumir compromissos que não puder cumprir", disse. O governo continuará com a atual estratégia de combate à inflação (FSP) (GM).