A Volkswagen não produziu um só carro ontem e a Ford trabalha precariamente. A Autolatina, "holding" que controla as montadoras, disse que a falta de carros no mercado vai se acentuar. Além da falta de peças e da greve dos ferramenteiros, que entra hoje em seu sétimo dia útil, os trabalhadores dos setores de montagem final e tratamento térmico decidiram parar. O número de grevistas sobe de 1,5 mil para 3,7 mil, dentro do contingente global de 26 mil funcionários, em áreas estratégicas da linha de produção em São Paulo. Ontem, cerca de 400 ferramenteiros fizeram manifestações por reajuste salarial em frente à sede da Autolatina. Os trabalhadores querem igualar seus salários aos dos ferramenteiros da Mercedes-Benz, o que implica reajuste de 20,5%, mais 40% sobre os salários de março. A Autolatina só aceita conceder a equiparação (FSP).