O congelamento do preço dos aços planos, com o Plano Collor II, e uma dívida de US$2,1 bilhões separam a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), de Volta Redonda (RJ), do projeto de tornar-se uma empresa viável economicamente. Essa é a opinião da direção da empresa, do sindicato dos metalúrgicos e de empresários do setor siderúrgico. O governo federal comprometeu-se a apresentar solução para a dívida em 60 dias, segundo informou o presidente da estatal, Roberto Procópio de Lima Netto. A empresa aguarda uma flexibilização de preços, pois, com o congelamento, não está repetindo o desempenho do ano passado. A CSN exporta cerca de 70% de sua produção. Em 1990, vendeu 2,713 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, com um faturamento de US$1,7 bilhão. No primeiro trimestre de 1991, vendeu 628 mil toneladas e faturou US$310 milhões. A companhia foi criada em nove de abril de 1941 e começou a produzir em 1946. Desde então, já produziu cerca de 40 milhões de toneladas de laminados e faturou cerca de US$22 bilhões. A CSN demitiu, desde o início do governo Collor, cerca de cinco mil funcionários. O aumento de 9,5% para o preço dos aços planos não foi suficiente, em relação ao aumento nos custos de produção da CSN, que foi de 27,63%, desde 1o. de fevereiro de 1991, conforme dados do departamento comercial da empresa. "Os preços estão muito defasados e esperamos uma solução", disse Lima Netto (FSP) (O Globo).