MUNICÍPIOS CRITICAM REPASSE DE VERBAS DA SAÚDE

O novo sistema de repasse mensal de verbas, adotado em janeiro pelo Ministério da Saúde-- que agora faz o pagamento por prestação de serviços-- vem recebendo críticas dos governos municipais, sob a alegação de que o dinheiro não cobre as despesas da rede hospitalar pública. Os prefeitos reclamam que, para cobrir a diferença, têm de recorrer ao orçamento municipal. Segundo eles, o funcionamento das unidades de saúde poderá entrar em colapso caso os valores não sejam revistos. A situação é crítica e se repete em Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O prefeito de Caxias, José Carlos Lacerda, por exemplo, disse que, embora o município tenha 1,3 milhão de habitantes, o Ministério da Saúde calculou o repasse sobre uma população de 670 mil. Para manter as 54 unidades de saúde de Caxias, seria necessária uma verba mensal de Cr$750 milhões, mas foram repassados apenas US$94 milhões. Para continuar garantindo o atendimento à população, o prefeito afirma que tem usado o dinheiro que seria empregado em saneamento e na reforma de escolas (O Globo).