ZÉLIA CRITICA BID POR ATRASO DE EMPRÉSTIMO

O governo brasileiro protestou ontem em Nagóia (Japão) junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) pelo atraso na aprovação do empréstimo de US$350 milhões. A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, disse que o pedido de adiamento visa criar um vínculo Ilegítimo e inaceitável" entre a ação do BID e negociações com os bancos privados. Ela falou ontem na 31a. reunião anual do BID. Logo após, o sub- secretário do Tesouro dos EUA, David Mulford, disse que não há punição, mas que seria Importante" um acordo com os bancos sobre os juros atrasados. O Brasil e o Peru foram o centro das atenções no dia de abertura da 32a. reunião anual do BID. A presidência do BID dedicou o dia para resolver a pendência em relação ao empréstimo brasileiro e discutir soluções para a crise econômica peruana. Nenhuma decisão foi tomada. Eleito presidente da 32a. reunião anual do BID, o ministro japonês das Finanças, Ryutaro Hashimoto, disse em seu discurso que o Japão não reduzirá a dívida dos países latino-americanos. Para o ministro, a solução para a América Latina está no "ajuste econômico e estrutural capaz de restaurar a confiança em suas economias". Hashimoto também reivindicou maior participação nas ações com direito a voto dos países não-regionais (que estão fora da América Latina e Caribe), atualmente limitadas a 8%. Ao contrário do que era esperado, ele não fixou a quantia que será destinada pelo Japão ao programa Iniciativa pelas Américas" (FSP) (JB).