Duas empresas de São Paulo estão sendo acusadas de exigir testes de gravidez para contratar funcionárias. A medida é considerada inconstitucional, por ser uma forma de discriminação à mulher, mas não há lei que permita punir os responsáveis. Na Contex, em Cotia, as funcionárias Cleide Maria Batista, 25 anos, e Maria Aparecida da Silva, 22 anos, afirmam ter feito o teste antes da admissão. Segundo elas, durante a seleção é dada preferência às candidatas solteiras e a empresa não estaria mais admitindo mulheres para o setor de produção. No Colégio João 23, mantido pelo Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente (zona leste), o teste de gravidez também estaria sendo exigido. Uma das inspetoras, que se identificou como Maria, disse que fez o teste para ser admitida. Segundo ela, os exames médicos são realizados em um laboratório, mas o teste de gravidez é feito antes, no próprio Círculo (FSP).