A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e as duas CGTs (Central e Confederação Geral dos Trabalhadores) definiram ontem, em São Paulo, maio como o mês para realizar uma greve geral contra a atual política econômica do governo federal. O fato de alguns setores da economia estarem reajustando os salários dos trabalhadores pouco representa, na opinião do presidente da CUT, Jair Meneghelli. Segundo ele, "os 10% que algumas empresas estão dando não são suficientes para cobrir a defasagem nos salários e serão até um incentivo para a greve". As centrais não definiram, porém, um dia para a greve. A data da greve geral será definida pelas centrais em 29 de abril. No dia 25, porém, as centrais pretendem realizar um plebiscito nacional sobre a política econômica e decidir sobre a greve geral. A central Força Sindical não participará da organização da greve (FSP) (O ESP).