Empresários reunidos ontem na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apontaram o processo de "empobrecimento geral" do país como uma crise que pode se tornar incontrolável. A FIESP afirmou em nota oficial, acertada na reunião com 80 sindicatos patronais, que buscará o retorno do crescimento econômico. Mas não definiu parâmetros para as antecipações salariais que estão ocorrendo na indústria. Ainda ontem, o Grupo 10 da FIESP (indústrias químicas, de material plástico, higiene pessoal e limpeza) assinou acordo com os sindicatos que reunem cerca de 400 mil trabalhadores. Foi fixado um reajuste de 40% sobre o salário de dezembro, o que equivale a 12% para os rendimentos de março. As montadoras pagarão um reajuste de 10% sobre o salário de março, índice que deve ser seguido pela indústria de autopeças (FSP).