Brasil e Argentina formaram um consórcio que já acertou a venda de elementos combustíveis para usinas nucleares alemãs. Essa é a primeira vez que países do Terceiro Mundo, em vez de comprar, vendem tecnologia nuclear para o Primeiro Mundo. A empresa alemã que comprou o carregamento de elementos combustíveis nucleares é a Siemens. O volume total do combustível nuclear a ser exportado, bem como o valor da transação, são mantidos em sigilo para preservar o segredo industrial. As informações são de fontes do governo brasileiro. O esquema de produção do combustível começa no Brasil, com a transformação do urânio de Poços de Caldas (MG) em "yellow cake" (torta de urânio). Esse material é então enviado para a Argentina, que o transforma em urânio purificado, além de fabricar as varetas que contém as pastilhas combustíveis. De volta ao Brasil, o material recebe tratamento final na Fábrica de Elementos Combustíveis (FEC), em Resende (RJ) (O Globo).