Entre março e agosto do ano passado foram registrados 457 assassinatos de
37103 crianças e adolescentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de
37103 Janeiro e Recife (PE), que concentram os maiores índices de crimes contra
37103 menores no país. Oito em cada 10 crianças foram mortas com armas de fogo. As estatísticas estão no livro "Vidas em Risco: Assassinatos de Crianças e Adolescentes no Brasil", que será entregue hoje, durante solenidade no Congresso Nacional, aos ministros da Justiça, Jarbas Passarinho, da Saúde, Alceni Guerra, e das Relações Exteriores, Francisco Rezek, além de secretários de Segurança. Elaborado pelo Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e Núcleo de Estudos de Violência da USP (Universidade de São Paulo), o livro faz pela primeira vez, em suas 112 páginas, um perfil das vítimas e dos acusados de crimes contra menores no país. A pesquisa mostra que as crianças mais pobres são os alvos dos assassinatos. Dos 424 crimes noticiados nos seis meses da pesquisa, resultando na morte de 457 crianças e adolescentes, 301 visaram a eliminação de menores entre 15 e 17 anos. Pelo menos 206 mortes foram caracterizadas como chacina-- 186 menores morreram em crimes com excesso de violência. Foram registrados 135 menores mortos com vários disparos de arma de fogo (JB).