ARTIGO DE COLLOR NA IMPRENSA

O Brasil está investindo bem menos do que seria necessário para garantir
37068 emprego e um padrão de vida mínimo aos seus habitantes nos próximos
37068 anos. Enquanto a taxa atual de investimento está em torno de 15% do
37068 Produto Interno Bruto, será preciso começar a crescer a uma média de 6%
37068 ao ano para evitar que 20 milhões de pessoas fiquem desempregadas no ano
37068 2000. O que equivale a dizer que a taxa de investimento do país terá de
37068 ser de 23% do PIB daqui por diante. O diagnóstico é do presidente Fernando Collor de Mello, em artigo publicado hoje em vários jornais do país. Para voltarem a beneficiar-se do crescimento econômico-- que, no entender do presidente, deve ser auto- sustentado e redistribuidor de renda-- os brasileiros precisarão deixar de lado os interesses particulares e corporativos e, diretamente e por meio de seus representantes no Congresso Nacional, fazer ouvir sua vontade política no que diz respeito às opções para o crescimento. De acordo com o presidente, para crescer, será preciso que os brasileiros obtenham uma ampliação da poupança nacional disponível para investir. Terão, segundo Collor, de trabalhar em três frentes: ampliar a poupança privada, com empresas e investidores individuais concentrando-se num maior compromisso com o país, especulando e sonegando menos; terão de compartilhar com um esforço de reestruturação do setor público para diminuir os gastos estatais; e elevar também o volume de poupança externa. Se a sociedade brasileira não quiser cortar gastos governamentais ou
37068 privados e se não quiser mais impostos terá de incentivar a participação
37068 da poupança externa, principalmente os investimentos diretos, na
37068 produção, afirmou Collor (GM).