A diretoria da Fiat Automóveis S/A debitou às mudanças econômicas do governo Collor o prejuízo líquido de Cr$32,852 bilhões (Cr$12,99 por ação) contabilizados no exercício de 1990. A receita líquida da empresa, de Cr$86,859 bilhões, foi insuficiente para cobrir os custos dos produtos vendidos e as despesas operacionais e financeiras, de Cr$111,295 bilhões, resultando em um prejuízo operacional de Cr$24,436 bilhões. O balanço da Fiat demonstra que os prejuízos acumulados totalizaram Cr$28,031 bilhões, superando o capital (Cr$2,528 bilhões) e as reservas de capital (Cr$25,461 bilhões), tornando o seu patrimônio líquido negativo em Cr$40 milhões. A empresa encerrou 1990 com um endividamento no país e no exterior de Cr$28,306 bilhões (JB).