A Previdência Social está deixando de arrecadar cerca de Cr$10 bilhões em multas desde o início do ano. Cada vez que seus fiscais penalizam uma empresa por irregularidades e há queixa contra a decisão, o processo passa por Juntas de Recursos nos estados e pelo Conselho de Recursos no Rio de Janeiro. Mas desde janeiro esses órgãos estão paralisados porque o ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri não escolhe os responsáveis pela sua administração. A acusação foi feita ontem pelo diretor da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e presidente do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos Animais), Nelson Antunes, representante empresarial na 1a. Junta de Recursos da Previdência Social no Estado de São Paulo até o dia 1o. de março. Segundo ele, em fevereiro deveriam ter sido escolhidos os quatro novos representantes que compõem o órgão. Mas nada foi feito por Magri, a despeito de comunicados enviados ao ministro, inclusive pela FIESP, a propósito do atraso na composição do grupo (FSP).