BANCO BRASILEIRO-IRAQUIANO É CITADO POR AJUDA A SADDAM

O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou ontem que o Banco Brasileiro- Iraquiano S/A (BBI) faz parte de uma "rede subterrânea" que ajudou o presidente do Iraque, Saddam Hussein, a construir sua máquina militar. O Banco do Brasil tem 50% das ações do BBI. Foi divulgada pelo Tesouro uma lista com 52 empresas e 37 pessoas que fariam parte dessa "rede subterrânea". Entre as irregularidades apontadas pelos EUA estaria o desvio de dinheiro de empresas iraquianas para as contas de Saddam e para o comércio clandestino de armas. O nome "Brasil" aparece nove vezes. Uma vez por causa do BBI. Outra vez na citação do escritório da Iraqi Airways no Rio de Janeiro. As outras sete citações são as seguintes pessoas: Joaquim Ferreira Amaro (diretor-presidente do BBI e ex-gerente do BB em Nova Iorque), Fouad Hamza Aziz, Khalid Mohammed Raouf, Rogério Eduardo Schmitt, Gilberto Sim, Francisco Antonio Souza e Arnaldo Taveira. Todos estão proibidos de fazer negócios nos EUA. A maior dúvida não esclarecida pelo Tesouro é o que acontecerá com as empresas que têm negócios com as pessoas incluídas na lista. Desde sua fundação, em 1982, o BBI em nenhum momento teve participação
37044 direta ou indireta no financiamento de exportação de armas para o Iraque
37044 ou qualquer outro país, reagiu o diretor-presidente do BBI, Joaquim Ferreira Amaro. Segundo ele, 50% do capital do BBI é do Banco do Brasil e 50% do Rafidain Bank, do Iraque. O capital do banco é de US$18 milhões e o lucro líquido registrado em 1990 foi de US$1 milhão (FSP) (JB).