EMPRESAS ELEVAM CAPTAÇÃO DE DINHEIRO NO EXTERIOR

As altas taxas de juro no mercado interno e a falta de financiamento de longo prazo no país têm levado um número cada vez maior de bancos e empresas, principalmente subsidiárias de multinacionais, a buscar recursos para reforçar seu capital de giro no exterior através da emissão de commercial papers. Esses recursos são captados a taxas menores e prazos maiores que os praticados no mercado interno. Além disso, o dinheiro captado no exterior via emissão de "commercial papers" é isento de Imposto de Renda. Dados do Banco Central confirmam que é crescente o interesse pela operação. Nos dois primeiros meses deste ano o BC autorizou a emissão de US$199,16 milhões em "commercial papers". Isso equivale a 35% do montante autorizado em 1990, da ordem de US$624,9 milhões. Se forem computadas as autorizações para emissão de "floating rate nots", uma variação do "commercial papers", esse montante sobe para US$664,6 milhões. Entre as empresas que têm se utilizado desse instrumento estão a Du Pont, Dow Química, Monsanto, Metalúrgica Barbará e Rhodia. Entre os bancos estão o BFB, Unibanco e Credibanco (FSP).