IGREJA RENOVA SUA AÇÃO EM SÃO PAULO

Quase dois anos depois da divisão que tirou 80% de seu território e quase metade de sua população, a arquidiocese de São Paulo se refaz do baque sofrido e adapta a pastoral a seu novo perfil. A luta pela moradia permanece entre as metas prioritárias, ao lado de trabalho e saúde, mas deixou de ser sinônimo quase exclusivo de favela e ocupação de terra para dar ênfase a mais um problema-- os cortiços que abrigam cerca de três milhões de pessoas no centro da cidade. Os pobres continuam junto de nós, disse o cardeal-arcebispo dom Paulo Evaristo Arns, ao anunciar as três prioridades aprovadas, no último dia 23, por uma assembléia arquidiocesana que reuniu 500 delegados-- padres, freiras e leigos-- depois de 16 meses de consultas ao povo nas paróquias e comunidades. O encontro definiu o 6o. Plano de Pastoral da Igreja de São Paulo e suas linhas de ação. Segundo dom Paulo, as prioridades apresentadas durante o encontro e as estratégias sugeridas para a Arquidiocese enfrentar esses problemas serão agora analisados pelas pastorais e adequadas às possibilidades de ação da Igreja (JB) (O Globo).