O governo federal prevê queda de 28% na receita que arrecada com taxas, tributos e contribuições. Dos Cr$30,3 trilhões previstos no orçamento, espera obter Cr$21,9 trilhões. Para evitar agravar o déficit público, já reteve rescursos do seguro-desemprego e do orçamento da seguridade social. Planeja agora cortar em 91 até 70% das despesas consideradas comprimíveis, isto é, todas exceto os salários do funcionalismo e os encargos das dívidas interna e externa. "Os ministérios terão que rever e priorizar projetos", avisa o diretor do Tesouro Nacional, Roberto Guimarães. O governo deve reter a maior parte da verba orçada para despesas de capital, investimento, aumento de capital em empresas estatais e privadas, transferência de recursos a órgãos públicos e contratação de serviços (FSP).