O governo do Rio de Janeiro não poderá fazer uma investigação formal sobre o envolvimento do coronel da Polícia Militar Aírton Sotto Maior Quaresma Filho em torturas a presos políticos durante o regime militar. A afirmação é do vice-governador e secretário de Justiça e Polícia Civil, Nilo Batista. Ele alegou que a Lei da Anistia não permite uma investigação desse tipo. Os membros do grupo Tortura Nunca Mais pretende enviar, na próxima semana, um telegrama ao governador Leonel Brizola e a Nilo Batista, repudiando a nomeação do coronel Quaresma para o Comando do Regimento de Polícia Montada (RPMont) da PM. "Se tentar apurar seu envolvimento com torturas já é ilegal, puni-lo é duplamente irregular", disse Nilo Batista, que acredita ter a denúncia o "objetivo claro de desacreditar o governo Brizola". O coronel Quaresma é acusado de participar de interrogatórios em sessões de tortura de presos políticos, em 1970 (O Globo) (JB).