Representantes de mais de 100 países aprovaram ontem, em Genebra (Suíça), uma lista de 133 Organizações Não Governamentais (ONGs) que poderão participar das reuniões preparatórias à Rio-92. Destas 133, apenas 12 são de países em desenvolvimento, sendo duas do Brasil: o Fórum, que representa 450 entidades, e a Ecotropic. O desequilíbrio entre número de ONGs de países ricos e pobres chamou a atenção do Secretariado da ONU, ao demonstrar que as organizações dos países em desenvolvimento não podem deixar de participar dos debates porque não têm dinheiro para pagar passagens aéreas para seus representantes. O governo brasileiro mal tem dinheiro para financiar a viagem de sua própria delegação. O problema será administrado pelo Secretariado da conferência, que criou um fundo para financiar as organizações dos países mais pobres (até agora foram arrecadados US$80 mil). Também as ONGs dos países industrializados estão levantando fundos para as ONGs dos países em desenvolvimento. A lista aprovada ontem é específica para as reuniões preparatórias e não serve para a Rio-92. Ela também não é definitiva: o credenciamento continua aberto. Antes da aprovação, as organizações têm que mostrar competência e trabalhos relevantes (O Globo).