Os empreendimentos agrícolas e agroindustriais em andamento entre 1989 e 1990, que receberam verbas públicas ou incentivos fiscais, não levaram em conta a criação de mão-de-obra nem a fixação do homem no campo. A conclusão é de um estudo feito pela ABRA (Associação Brasileira de Reforma Agrária). O estudo engloba 212 projetos de grande, médio e pequeno porte, ainda incluídos nos oito últimos meses do governo Sarney e nos sete primeiros meses do governo Collor. O trabalho, de autoria de Artur Herbers, da assessoria sócio-econômica da ABRA, revela que a criação de um emprego custa US$105,7 mil num grande empreendimento, US$13,9 mil num médio porte e US$3,4 mil num pequeno. "Os pequenos projetos geram muito mais empregos por cruzeiro investido do que os grandes", diz o estudo. Com a verba usada em um grande projeto, pode-se gerar 7,6 empregos num projeto médio e 31,3 num pequeno. Segundo o estudo, os 77 grandes empreendimentos totalizaram US$10,2 bilhões, os 61 de porte médio somaram US$231 milhões e os 73 pequenos US$20,8 milhões (FSP).