CSN E PETROBRÁS NÃO TÊM QUE SALDAR 30% DE DÍVIDAS

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) não está obrigada a recolher ao Banco Central 30% dos juros vencidos da sua dívida externa, de US$500 milhões (Cr$117 bilhões, pelo câmbio comercial de ontem). O presidente Fernando Collor determinou que todas as estatais façam esse recolhimento imediatamente, mas o presidente da CSN, Roberto Procópio Lima Netto, que participou da reunião em que foi dada a ordem, disse que Collor dispensou a CSN da obrigação, porque seu endividamento total está sendo reestruturado. Na PETROBRÁS, o presidente Eduardo Teixeira assegurou que a estatal tem pago em dia os compromissos, nada tem a recolher ao Banco Central. Ele não quis informar o valor do endividamento da estatal junto a bancos e organismos internacionais. Segundo Teixeira, Isso é segredo comercial". O balanço de 1990, divulgado pela empresa, mostra que o endividamento global da companhia era, a 31 de dezembro, de US$2,993 bilhões (Cr$700 bilhões), dos quais US$2,117 bilhões (Cr$495 bilhões) referentes a empréstimos e financiamentos de curto prazo (JC).