O presidente Fernando Collor de Mello fez duras recomendações, ontem, às empresas estatais que estão inadimplentes com os credores externos, forçando o Tesouro Nacional, como avalista dos contratos de financiamento, a honrar os juros atrasados. A pedido da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, o presidente da República convocou os dirigentes das principais devedoras e decidiu que elas-- principalmente o sistema ELETROBRÁS, SIDERBRÁS, RFFSA (Rede Ferroviária Federal)-- terão de reembolsar o Tesouro Nacional, de imediato, pelo pagamento dos 30% dos juros vencidos no primeiro trimestre deste ano. A inadimplência somou algo próximo a US$137 milhões. Como outra providência para regularizar as contas do setor estatal produtivo, o presidente da República determinou a criação, no prazo máximo de sessenta dias, de uma câmara de compensação interestatal para promover o acerto de contas. A PETROBRÁS, por exemplo, deve à ELETROBRÁS, que, por sua vez, deve a uma outra estatal, e há uma prática generalizada de inadimplência (GM).