A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

O Brasil avançou para uma proposta de pagar aos bancos até 24% dos cerca de US$8 bilhões em juros atrasados até dezembro passado. Os banqueiros querem pelo menos 25%. A diferença de posições, de apenas 1%, tende a ser resolvida nos próximos dias. Continua haver dificuldade, porém, no estreitamento da distância em relação aos juros que serão pagos sobre o bônus que cobrirá o restante desses juros até dezembro (75% ou 76% do total). Os banqueiros insistem em uma taxa de mercado, que no momento seria de Libor (taxa do mercado interbancário de Londres), mais um ponto de percentagem. O Brasil quer uma taxa abaixo do mercado, que sobe com o tempo. Banqueiros que não estão diretamente envolvidos nas negociações acreditam que o esforço do embaixador Jório Dauster pode levar o país, na melhor das hipóteses, a obter uma taxa de Libor mais 0,8125%. Com um "cap" (limite) para Libor a 10%, o que significa que o país não pagaria nada acima desse teto (GM).