GOVERNO NEGOCIA A VENDA DA ENGESA

Uma grande negociação, mantida até agora sob sigilo, tomou impulso na semana passada para tentar salvar a ENGESA, uma das maiores indústrias bélicas do país, que se encontra em concordata desde o ano passado. A maior interessada em adquirir o controle acionário da ENGESA é a empresa inglesa British Aeroespace, por meio da subsidiária Royal Ordinance, especializada na fabricação de veículos militares e explosivos. Representantes da empresa inglesa estiveram no último dia 13 no Ministério do Exército, em Brasília, para receber o importante aval do chefe do Departamento de Material Bélico, general Luiz Malan de Paiva Chaves. O assunto entrará na pauta da reunião do Alto Comando do Exército, nos dias 21 e 22 de março. A ENGESA deve US$250 milhões e está com sua linha de produção parada há um ano. A empresa concentrou seus investimentos no tanque Osório, que pretendia vender à Arábia Saudita, e acabou se descuidando dos demais mercados, até mesmo da fabricação de jipes civis (O ESP).