O governador eleito do Piauí, Antonio Freitas Neto (PFL), assume hoje um estado literalmente falido. O Piauí tem uma dívida de Cr$62 bilhões referentes a encargos sociais e empréstimos externos e internos vencidos no ano passado. O governo deve cerca de Cr$18 bilhões só de salários atrasados há três meses aos funcionários públicos. O estado possui 120 mil funcionários e a folha de pagamento é de Cr$3,5 bilhões. A dívida a longo prazo é de US$500 milhões. Em protesto contra o atraso no pagamento de seus salários, os servidores travalham esporadicamente. As salas das repartições públicas estão praticamente vazias. Na Secretaria da Saúde os telefones foram cortados por falta de pagamento. A situação mais grave é a dos professores da rede estadual. Eles estão em greve há oito meses por melhores salários (FSP).