Os líderes partidários decidiram ontem que a relação entre capital e trabalho-- especialmente salários-- será a primeira questão em debate no fórum de entendimento aberto ontem no Congresso. A decisão frustra a estratégia do governo, que pretendia abrir a discussão com o "Projetão" do presidente Fernando Collor. Para o líder do PMDB na Câmara, Genebaldo Correia (BA), a relação capital-trabalho "é a questão mais imediata". O líder do PFL, Ricardo Fiúza (PE), diz que é preciso "discutir desde já a política salarial". O ministro Jarbas Passarinho (Justiça) advertiu Collor para a dificuldade de aprovar algumas sugestões do "Projetão", entre elas o fim da estabilidade do funcionalismo e o do monopólio estatal do petróleo (FSP).