A direção da PETROBRÁS e os petroleiros não chegaram a acordo, ontem, durante reunião de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília. Os petroleiros rejeitaram a proposta do presidente do TST, ministro Guimarães Falcão, que previa a readmissão dos 190 funcionários demitidos por participação na greve e aumentos salariais entre 3,5% e 55% nos próximos 12 meses, por conta da implantação de um novo plano de cargos e salários (que beneficiaria somente 26 mil dos 55 mil funcionários da PETROBRÁS). Como não houve acordo, o TST terá que julgar na próxima semana se a greve é abusiva ou não. A PETROBRÁS estima que começará a faltar combustíveis a partir do próximo dia 18 se a greve não terminar. Os petroleiros consideram o alerta improcedente. "A PETROBRÁS está fazendo terrorismo para nos responsabilizar pelos problemas de abastecimento que ela mesmo criou", disse Wilson Santa Rosa, do comando nacional dos petroleiros. De acordo com a estatal, deixaram de ser produzidos, desde o início da greve, há 16 dias, 800 mil barris de petróleo, o equivalente a US$14,4 milhões (FSP) (JC).