Para frear a violência no campo, o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, defendeu ontem a reabilitação do Estatuto da Terra, com uma revisão constitucional este ano ou "antes de 93". Ele afirma que não haveria mortes de posseiros e líderes rurais se o Estatuto tivesse sido "executado corretamente" desde a criação, no governo Castello Branco (64-67). A Carta inviabiliza a reforma agrária, diz ele, responsabilizando a esquerda pela aprovação de artigo que veta desapropriação de minifúndios. A CPT (Comissão Pastoral da Terra) apurou 383 mortes em conflitos de 81 a 90 no Estado do Pará. Somente em 1985, 98 pessoas foram assassinadas naquele estado (FSP).