O sindicalista Sebastião Ribeiro da Silva, 43 anos, foi assassinado no último dia sete em Vila Aparecida (PA). Ele era diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tailândia (200 quilômetros ao sul de Belém-- PA) e foi morto com três tiros de espingarda calibre 20 e quatro facadas. Por causa das dificuldades de comunicação, a Polícia de Tailândia, que investiga o crime, só soube da notícia anteontem. Chico Preto, como era conhecido Sebastião, era maranhense de Codó, casado e não tinha filhos. No momento do crime estava sozinho em casa. Segundo a única autoridade policial da cidade, que se identificou apenas como policial Nunes, o principal suspeito é um pistoleiro conhecido como Cícero. Cícero está desaparecido e foi visto pela última vez na Vila Aparecida na véspera do crime. A Polícia suspeita também que o mandante tenha sido o fazendeiro João Ribeiro, que também está desaparecido. Chico Preto era uma das lideranças das 30 famílias de posseiros que estão numa área dentro da fazenda de João Ribeiro, em Vila Aparecida. O sindicalista não fazia parte das listas da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e da Secretaria de Segurança Pública do estado de líderes rurais ameaçados de morte no Pará. Trata-se do terceiro atentado contra sindicalistas do Pará em pouco mais de um mês. Segundo levantamento da CPT do Pará, desde 1980 morreram 173 trabalhadores rurais no sul do Pará. (FSP) (JB).