O IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) está operando uma central de comunicação que permite a transmissão de dados através de microcomputadores. Esta linha direta está interligando ecologistas do Brasil e de outros países da América Latina a outras 45 entidades de todo o mundo conectadas à rede AlterNex. A rede AlterNex é, na verdade, a filial brasileira da Associação para o Progresso das Comunicações (APC), entidade com sede nos EUA que agrupa atualmente nove mil grupos ligados a outras sete redes de comunicação espalhadas pelo planeta. Com o objetivo de democratizar a informação entre grupos que não têm fins lucrativos e que lutam por uma sociedade mais justa, a APC está ligada a outras redes maiores como a americana Bitnet e a inglesa Geonet. Criada há dois anos com o apoio financeiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUD), a rede AlterNex já tem 400 assinaturas na América do Sul, sendo 300 no Brasil-- 10% deles acessam o sistema através de micros pessoais, instalados em suas casas. "O envio de uma página de texto por fax normal custa 25 vezes mais caro do que a comunicação pelo AlterNex", informa Carlos Afonso, diretor-executivo do IBASE (JB).