O empresário suíço Stephan Schmidheiny, fundador do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentado (CEDS) e conselheiro direto de Maurice Strong, secretário-geral da Rio-92, revelou ontem, no Rio de Janeiro, que as lideranças empresariais da CEE (Comunidade Econômica Européia) aceitam a proposta de criação de um imposto internacional a ser pago pelas indústrias que poluem o ar com dióxido de carbono. "Os países da Europa já estão elaborando normas para regulamentar a liberação desses poluentes", informou Schmidheiny, lembrando que "a iniciativa do CEE poderá servir de exemplo para o resto do mundo". Segundo ele, os EUA e a China não concordam com o imposto. "O dinheiro arrecadado por essa tributação pode aumentar o poder econômico do Estado, estimulando gastos públicos desnecessários", justificou. Stephan Schmidheing, que participou do seminário Meio Ambiente e Desenvolvimento, afirmou que, no seu entender, os problemas ambientais dos países em desenvolvimento passam pela questão da dívida externa e pelos conflitos Norte-Sul. "A maior parte das pessoas que atuam no mundo dos negócios entende isso. O problema, contudo, é como encontrar meios práticos para equacionar essa situação", diz ele, ao propor a ampliação desse debate (JB) (GM).