LIQUIDANTE DA DELFIN TEM PRISÃO DECRETADA

O juiz José Pimentel Marques, da 8a. Vara de Falências e Concordatas do Rio de Janeiro, decretou ontem a prisão civil, durante 45 dias, do liquidante do grupo Delfin, Maurício Passos Guimarães, por desobediência à ordem legal de "prestar contas do que era devido aos milhares de investidores e informar, com lista nominativa, o que foi pago, com ou sem correção, plena ou parcial, pormenorizadamente"-- conforme lhe foi ordenado várias vezes pela Justiça-- e por sua conduta de "depositário infiel". Em sua justificativa, o juiz informa que "o liquidante vem demonstrando total desconsideração com o Ministério Público e com o Poder Judiciário". O juiz pede ainda que o Banco Central substitua o liquidante, também depositário judicial dos bens arrestados (JB).