O comandante do Batalhão Especial de Fronteira (BEF) em Tabatinga (AM), coronel Augusto Pamplona Vaz, disse ontem que o número de guerrilheiros colombianos mortos em conflito com a tropa do destacamento da corporação foi sete, e não três como havia anunciado anteriormente. Os colombianos foram mortos no último dia cinco, em combate com os 25 homens do destacamento do BEF. Ele apresentou quatro garimpeiros colombianos com idade entre 16 e 19 anos que foram presos durante viagens em barcos no rio Traíra carregando agenda e boinas de soldados do Exército brasileiro. O chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia, general Taumaturgo Sotero, disse que os mortos são guerrilheiros e os prisioneiros são garimpeiros. "Sabemos que os mortos são guerrilheiros porque estavam armados, com roupas do Exército do Brasil e da Polícia Militar da Colômbia e tinham táticas de guerrilha; os garimpeiros não estavam armados e podem ter trocado o material encontrado em seu barco com os próprios soldados", afirmou. O presidente colombiano Cesar Gaviria disse em entrevista a emissoras de TV de Bogotá que sente "profundo pesar pela morte dos três soldados brasileiros". Ele afirmou que considera justa a reação do Exército brasileiro para combater a guerrilha que atua na fronteira dos dois países. Gaviria disse que os Exércitos dos dois países estão desenvolvendo uma contraguerrilha na área (FSP).